A Coleira


E mais uma vez lá estava ele, nu, ajoelhado, cabisbaixo e com uma coleira de couro preta em sua boca. Essa era a recepção de Marcelo toda vez que eu o encontrava para mais uma noite de muitas safadezas. Meu leal cão-humano, um amigo fiel e tesudíssimo. Seu corpo foi desenhado e esculpido como uma obra de arte. Branco, malhadinho e dono de um rostinho angelical, Marcelo despertava em mim os mais perversos desejos. Sim, eu era muito cruel com meu cachorrinho de estimação.

- Preciso de você aqui para lamber meu coturno. Venha! Isso é uma ordem.

E então se aproximou de mim, como um inútil qualquer, sem falar nada, pois não era permitido falar sem minha permissão. De quatro se posicionou e empinou a bunda.

- Olhe para mim! Dê-me essa coleira! No mesmo instante me entregou a coleira e nos olhamos por alguns segundos. Ele estava com um olhar diferente naquela noite, parecia que queria me contar algo, mas sabia que ali não era o momento certo. Coloquei a coleira em seu pescoço e fiquei o observando. Em minha mão, segurava um chicote. Ele sabia o que eu queria. Chicotadas e mais chicotadas, até o rabo ficar avermelhado.

Sua bunda se contraia toda vez que me aproximava de seu traseiro. Meu pau, já bem rígido, estava marcando minha calça preta toda em látex. Foi então que dei a primeira chicotada. Ainda podia notar os ferimentos em seu rabo branco. Tinha sido muito cruel na noite passada. Mesmo assim, meu amado e fiel servo estava ali, disposto a satisfazer todas minhas vontades. Dei-lhe mais uma chicotada. Essa mais seca que fez o sangrar. Nunca gostei dessas sessões muito violentas, mas ele me despertava um lado hard que eu ainda não conhecia. A terceira chicotada foi ainda mais dolorosa. Pude ver seu corpo arrepiando e o intervalo das chicotadas diminuiu. Quatro, cinco, seis e sete, uma sequencia dolorosa e excitante. A partir da oitava começou a gemer. Chegou o momento de amordaça-lo. Peguei uma fita silver tape dentro da minha mochila e dei cinco voltas em sua boca. A coleira estava ali, apertada, do jeito que eu gosto. Acariciei seu rosto e com um puxão de cabelo o ordenei:

- Tire meus coturnos!

Marcelo estava completamente excitado. Seu pau latejava e babava toda vez que ouvia minha voz. Tirou meus coturnos e passou alguns minutos cheirando o odor que saía de dentro daquelas botas que usei durante o dia todo. Foram 12 horas de muito suor e fedor. Fedor do seu macho dominador, safado e muito malvado.

- Muito bem! Assim que eu gosto!

O amarrei em hogtied, as cordas estavam muito apertadas, em poucos minutos seus membros estava bem roxos, devido a má circulação. A coleira, ainda bastante apertada, tinha gravado as iniciais do meu nome.

- Hummmmmmmmmmmmmmmmmm! haaaaaaaaaaaaaaaaaaam! - esse foi o gemido mais delicioso.
- Você gozou! Sem minha permissão?

Marcelo havia gozado antes da hora, o que me deixou bastante irritado. Isso nunca havia acontecido antes. Eu sei que tinha algo diferente naquela noite. Senti que ele queria me provocar. Foi então, que eu puxei bem forte pela coleira, e dei uns tapas na cara dele:

- Como ousa gozar sem a minha permissão? Você quer que eu mostre a você como deve ser tratado um slave desobediente? Não esperava isso de você! Não de você! Ahh Marcelo, meu leal escravo! Você me desapontou e agora sofrerá as consequências.

Assustado, Marcelo se debatia no chão tentando escapar das cordas, mas era algo impossível. Estava completamente imobilizado e indefeso. As cordas se apertavam ainda mais, e as marcas já eram visíveis em seu corpo branco. A boca estava deliciosamente amordaçada com silver tape. Peguei novamente o chicote e comecei uma sessão de cinquenta chicotadas. Uma lágrima desceu. Pude notar um leve arrependimento em seu olhar. Tirei meu pau pra fora e urinei na cara dele. Sim! Urina! Bom pra castigar escravos desobedientes.

- Isso é pra você aprender! Da próxima vez posso ser ainda pior.

Mas algo me dizia que Marcelo ainda não estava satisfeito. Ele queria saber qual era meu limite. Nesta mesma hora eu broxei. Não curto esse lance de urinar em slaves. Ele também não curtia, mas tinha que mostra-lo que eu era o seu macho dominador e as coisas tinham que ser do meu jeito. Sentei no sofá da sala e o esperei fumando um cigarro e tomando uma dose de uísque.

- Quero que vá embora! - disse Marcelo ao sair do banho.
- Tem certeza?
- Sim! Não aguento mais! Cheguei no meu limite! Você sabe o que é LIMITE? - neste instante jogou a coleira no meu colo.
- Você ainda deve me chamar de Senhor!
- Senhor é o cacete! Cansei! Não estou disposto a lhe obedecer mais. Pegue esse lixo de coleira e enfie no r...
- Cale a sua boca seu garoto insolente.

Dei-lhe uma rasteira e o derrubei no chão.

- O chão é seu lugar! E essa coleira permanecerá em seu pescoço. Você não deveria ter tirado sem minha permissão. Você ficou maluco ou o que? Sou o seu Senhor, seu Mestre, Seu Macho! Você não tem escolhas. Eu te escolhi e você é meu! Você me entendeu?
- Sim Senhor!
- Não ouvi! Fale mais alto!
- Sim, meu Senhor! Me desculpe! Eu ...
- Chega de falar! Pegue meus coturnos e comece a limpar com a língua. Aprenda a falar menos e obedecer mais! Quanto a coleira, você usará 24h por dia, por tempo indeterminado. Como você disse, a coleira é um lixo, portanto lixo no lixo!

Marcelo então ficou por muito tempo lambendo minhas botas. Eu o observei ali sentado, esperando que dissesse algo, para o amordaçar novamente. Mas o infeliz não disse nada. Simplesmente acatou minhas ordens e percebeu que havia comedido um equívoco.

- Chega! Calça-me!

O silêncio predominou naquele cômodo. Me levantei e não disse uma só palavra. No caminho de volta para casa, refleti um pouco sobre o que aconteceu naquela noite. Estaria Marcelo insatisfeito? Incomodado com minha maneira bruta de dominar? Pela primeira vez me coloquei no lugar do sub. Isso me deixou intrigado. Passei a semana sem falar com ele, não conseguia me concentrar no trabalho. Aquilo estava me deixando maluco.

- Senhor! - disse minha secretária ao bater na porta da minha sala. - esta encomenda é para o Senhor!

Na caixa estava escrito: "A/C dos Senhores dos Senhores".

Ao abrir a caixa, lá estava a coleira e uma carta que dizia:


Novamente Marcelo estava me desafiando e conseguiu novamente me deixar muito nervoso. Eu sabia que era isso que ele queria, mas não ia entrar no jogo dele, quem dita as regras do jogo sou eu.

Autor: Heitor SW

Um comentário:

Anônimo disse...

Delicia! O Marcelo é TOP! Deixa eu usar ele ?