Inimigo Oculto


A ligação solicitava minha presença na empresa. Já era noite, mas dizia ser algo importante. Na verdade não reconheci a voz e a pessoa identificou-se dizendo que era o novo vigia da noite. Como os vigias são tercerizados, não me preocupei muito em saber quem era o cara.

Vesti-me e saí. Como sempre faço, segui pelo meu caminho habitual de todas as manhãs. Eu sou meio sistemático e sempre uso o mesmo caminho.

Duas quadras antes de chegar à firma, o pneu do meu carro furou. Fiquei puto. A noite estava escura e o local também já que as luzes de três postes estavam apagadas.

Desci, abri o porta-malas e comecei a pegar as coisas para trocar o pneu quando repentinamente me pegaram por trás. Um lenço foi colocado no meu nariz e tudo ficou escuro.

Ao acordar, minha cabeça estava doendo, eu estava atordoado... Aos poucos fui recobrando os sentidos e percebi que estava nú e preso. Amordaçado e vendado. Meus braços e pernas estavam amarrados abertos, fazendo-me crer que estava numa cruz de santo andré.

Debatí-me. Tentei gritar... tudo em vão. Algemas de couro nos pulsos e tornozelos me atavam bem forte. Um cinto lago de couro também prendia minha cintura tão forte que eu estava quase sem fôlego.

Fiquei um bom tempo daquele jeito. Ví que não adiantava me debater e sosseguei. Algum tempo depois ouvi o barulho de uma porta se abrindo e depois se fechando. Agitei-me. Uma forte bofetada me fez ficar quieto.

Não demorou e meu corpo começou a ser tocado. Senti mãos asperas e fortes passando pelo meu peito, descendo nas coxas... Debatí-me novamente, mas sabia que era em vão.

De carícias, as mãos passaram a apertar meus mamilos, provocando-me dor e desconforto. Não tinha como fugir. As mãos seguraram minha cabeça e uma língua começou a procurar minha orelha. depois desceu, beijando-me e lambendo-me o rosto, pescoço, peito...

Enquanto a língua trabalhava da cintura para cima, as mãos roçavam minhas coxas, apalpavam minha bunda e começava a explorar meu buraquinho.

Meu desespero cresceu e ao mesmo tempo, inesplicavelmente, comecei a sentir tesão por toda aquela situação. Tive uma incontrolável, incontida e descomunal ereção.

A mordaça era uma bolinha de borracha mais ou menos do tamanho de uma bolinha de tênis de mesa, amarrada por duas tiras de couro na minha nuca. Eu só podia gemer, nada mais.

Acho até que os gemidos estimulavam mais e mais meu algoz, pois conforme eu me debatia e gemia mais alto, mais ele intensificava seus toques, suas chupadas nos meus peitos e os chupões em meu pescoço.

Aquilo foi me deixando absolutamente descontrolado. O auge aconteceu quando o dedo entrou inteiro em meu anelzinho. Naquele momento senti meu pau explodir num gozo nunca antes acontecido. E por incrível que pareça soltei vários jatos de porra sem que meu pau fosse tocado uma vez sequer.

Urrei abafadamente. Suava em bicas.

Após alguns segundos, quando estava quase sem sentidos, senti um cubo de gelo sendo passado no meu pau. Aquilo me assustou, mas não tinha mesmo o que fazer, então nem me debati. Estava por demais extenuado para qualquer tipo de reação.

Rapidamente meu pau perdeu a ereção, ficando totalmente flácido e acho até que bem encolhidinho, efeito do gelo que depois de mais derretido foi enfiado em meu ânus.

O silêncio voltou a reinar na sala. Eu estava quase me desesperando novamente quando comecei a sentir um forte cheiro de éter aproximando-se de meu nariz.

Acordei deitado na sala de minha casa. A TV, ligada, passava um filme qualquer perdido na madrugada.

Eu estava com a camiseta e a bermuda de sempre... Meu corpo doía, mas achei que era o desconforto de ter dormido no sofá. Tudo não havia passado de um sonho.

Na manhã seguinte, por via das dúvidas, fui olhar o carro. O estepe estava furado...

donoesr@ig.com.br

Um comentário:

Anônimo disse...

Fiquei surpreso e ao mesmo tempo feliz por ver meu conto sendo publicado. Sou fã incondicional do site e nunca poderia imaginar que meu relato fosse chamar a atenção de vocês a ponto de ser publicado.
Tenho outros, se quiserem.
É só entrar em contato.
donoesr@ig.com.br