O Troco


Henrique já estava com os dedos começando a doer. Estava teclando com Flávio fazia algumas horas; e isto apenas na parte da manhã. Haviam se conhecido e começaram a teclar fazia umas três semanas. No segundo ou terceiro chat, Henrique fez a pergunta fatal, se Flávio se interessava por sm. Para surpresa dele, Flávio disse que sim, e a conversa entre os dois tomou outro rumo desde então. Quanto mais conversavam, mais percebiam que tinham os mesmos gostos, curtiam as mesmas coisas, as mesmas taras e fetiches. E o melhor de tudo, Henrique era um mestre, e Flávio um escravo. Ou seja, tudo perfeito! Só não havia rolado um encontro real entre eles.

“Então, é hj q a gente se encontra?” – teclou Henrique.
“Sim, sr!! ñ faz idéia do qto eu quero isso!! O sr só não esquece de trazer os acessórios que a gente combinou, ok?”
“Pode deixar, levo tudo! Bom, deixa eu ir nessa, preciso ir para a academia agora... me aguarde hj à noite!”
“ok, sr! até mais”

Assim que Flávio saiu do MSN, Henrique desligou o computador e foi se trocar. Colocou um short, uma regata e seus tênis, e foi malhar na academia perto da sua casa. Henrique amava malhar, não deve ter perdido um dia de academia nos últimos seis anos, o que dava para percebe pelo seu corpo. Tinha cerca de 1,82 de altura, pele clara, cabelo loiro, e um físico de fazer inveja a qualquer um. Extremamente sarado, chamava a atenção em qualquer lugar que fosse. Difícil acreditar que nunca tinha tomado uma bomba, era tudo fruto de pura malhação mesmo. Enquanto Henrique andava até a academia, não notou que estava sendo observado. De uma das janelas em frente à academia, duas pessoas observavam-no.

- Você tem certeza que dá conta?
- Pode deixa. Se eu falei pra você que eu fazia o trabalho, é por que eu faço! Só vou precisar de mais ajuda. Ele é maior do que eu pensava.
- Eu imaginei. Por isso quis que você o visse hoje. Nada pode dar errado, senão suja para todo mundo!
- Fica tranquilo. Chamo mais uns dois chegados e a gente dá conta fácil dele.
- Muito bom. Esse filho da puta vai ter o troco que merece...


Eram 3 da tarde quando Henrique saiu da academia. Ângelo estava sozinho agora, mas ainda estava na janela observando. Olhava enquanto ele caminhava pela rua, todo confiante e seguro de si. Estava prestes a acabar com toda a banca desse mestre, principalmente depois do que Henrique havia feito com ele. Ângelo era um antigo escravo dele. O primeiro, para falar a verdade. Foi com ele que Henrique pegou gosto pela coisa e aprendeu a fazer praticamente tudo. Mas, depois de certo tempo, a relação entre os dois se desgastou, e Henrique perdeu o interesse e o tesão por Ângelo. Não demorou muito para trocá-lo por outro escravo. Isso foi à sete meses atrás. O novo escravo de Henrique não durou muito, uns três, quatro meses. Sabia que Henrique agora estava sem ninguém para treinar, para domesticar. E nessas horas, também sabia onde encontrar Henrique. Dois dias navegando pelas salas de bate papo na net e conseguiu localizar Henrique, usando o mesmo apelido de sempre. Não demorou muito pra pensar em algo para dar o troco à ele. E seria hoje à noite.

As horas demoraram a passar para os dois, Henrique e Ângelo. Ambos ansiosos, mas por motivos diferentes. Henrique preparou a mochila dele às 5 da tarde. De tão cheia, parecia que ia viajar. Cordas, fita adesiva, prendedores, botas, uniforme, couro, havia de tudo ali dentro. Agora era só esperar até as 8 da noite para o seu encontro com o seu provável novo escravo.

Às sete da noite, o telefone de Ângelo tocou.

- Está tudo pronto? Ok!! Vocês sabem o que fazer, me encontro com vocês lá depois!!

Ângelo desligou, e apenas deu um sorriso malicioso.

- É hoje que você me paga, filho da puta...

Eram 8:20 da noite e Henrique olhava para as pessoas à sua volta no bar. Nenhuma delas parecia com a descrição de Flávio. Será que havia tomado um cano do seu futuro escravo? Não podia acreditar, achava que aquele cara estava realmente afim, e não mais um papo furado de internet. Mas no final, parecia ser isso mesmo, mais um curioso da internet. Às 8:30, estava pagando a sua cerveja e prestes a ir embora quando o celular tocou. Era Flávio.

- Onde você está? Já estava indo embora, achei que você não viria mais!

- Desculpe, senhor!! Na hora que eu cheguei na porta do bar, estava do outro lado da rua, quando vi meu antigo mestre entrando no mesmo bar! Não pude acreditar!! Estou aqui fora esperando ele sair, mas até agora nada. Estou ligando para pedir para o senhor me encontrar aqui fora.

- Mas qual o problema em cruzar com o seu antigo mestre??

- Nós terminamos de uma maneira horrível, senhor. Não quero que ele me veja, é capaz de aprontar alguma. O senhor pode me encontrar aqui atrás do bar? É só entrar nessa viela ao lado dele, estou aqui atrás esperando!

Henrique desligou, olhando à sua volta. Tentava imaginar qual seria o antigo mestre de Flávio, que colocava tanto medo nele! Ali não havia ninguém com cara ameaçadora. Henrique pegou sua mochila e saiu, entrando no beco ao lado do bar. Estava escuro, não havia muita iluminação ali. Dando a volta, saiu atrás do bar, mas não via Flávio. Só havia uma van estacionada, vários sacos de lixo. Foi quando saiu alguém de trás da van.

- Flávio? – a silhueta parecia diferente da descrição que haviam trocado na internet.
- Não. Ele não quis vir, mandou a gente no lugar dele para poder brincar contigo.
- A gente? Quem...

Henrique não conseguiu terminar a frase. Sentiu uma pancada forte na sua nuca, caindo no chão, zonzo. Em seguida, dois pares de braços pegando suas mãos e levando-as para trás, algemando-o. Antes que pudesse gritar por socorro, enfiaram uma bola de pano na boca dele, amarrando em seguida. Não havia como reagir, eles o pegaram de jeito. Estava deitado no chão, com dois caras em cima dele, segurando-o fortemente. Nisso, o terceiro, que havia saído de trás da van, aproximou-se.

- Tá bem ai? – Henrique não conseguia enxergar direito quem era, estava muito escuro, e não conseguia falar nada também, por causa da mordaça. – Vai ficar melhor ainda, chegado... – Tirou um capuz do bolso – Coloca isso nele e joga na perua. Se ele tentar fugir, mete porrada.

Os dois colocaram o capuz nele e levantaram-no do chão, levando até a van. Henrique até tentou escapar quando chegou na van, mas os socos que levou no estomago o derrubaram novamente no chão. Os dois o pegaram, um pelos pés, outro por baixo dos braços, e jogaram ele dentro da van. Lá, amarram os pés dele também, para não tentar mais nenhuma fuga.

- É isso ai... agora a gente vai dar uma volta!

Henrique sentiu quando o carro começou a andar. A algema estava apertada, e ele também sentia dores no estômago, onde fora socado. Mas cada vez que se mexia, tentando aliviar a dor, um dos dois o socava novamente. Enquanto o carro andava, levou alguns chutes, socos e coronhadas. Meia hora depois, quando chegaram ao seu destino, Henrique estava zonzo novamente, de tanto apanhar. Os dois desceram do carro e se encontraram com o motorista. Os três entraram para falar com Ângelo, que os esperava no galpão. Os dois voltaram e abriram a porta da van. Henrique continuava caído, imóvel, mas respirando normalmente. Estava acordado.

- Porra, o cara quer que a gente tire toda a roupa dele, mas o cara tá acordado.

- Sem problema. – O outro se ajoelhou ao lado de Henrique, fechou o punho e socou sem dó a nuca dele. Henrique apagou na hora. Um dos dois deu alguns chutes nele. Quando viu que não respondia, agarrou ele pelos pés, enquanto o outro pegou pelos braços novamente. Entraram com ele no galpão, onde Ângelo esperava.

- E aí, tá apagado?

- Dormindo feio, chefia.

- Ótimo. Por que vocês não vão tomar uma cerva por ai, voltam daqui a uma hora?

Os três saíram, deixando Ângelo com Henrique, apagado no chão.

- Agora, filho da puta... se prepara para umas férias prolongadas...

Ângelo não queria perder tempo. Pegou Henrique por debaixo dos braços e puxou-o para uma parede onde poderia acorrentá-lo. Ele não era tão forte quanto Henrique, mas era sarado também. Era mais baixo, tinha 1,75, mas bem troncudo. Os cabelos pretos não eram muito curtos, fazia o estilo bagunçado. Era um cara bonito, podia muito bem ter qualquer outro mestre, mas não havia superado o fato de ter sido largado por Henrique. Encostou ele na parede, pegou um canivete e rasgou a calça adidas dele, fazendo o mesmo com a camiseta. Deixou Henrique apenas de cueca, algemado e com um capuz de couro cobrindo os olhos. Em momento algum ele poderia ver Ângelo. Fixadas nos pilares no alto do galpão, várias correntes desciam. Henrique pegou uma delas, prendeu uma coleira e colocou-a em Henrique. Deixou-o caído no chão, só esperando ele acordar. Era realmente uma pena um macho dominador como ele não querer nada com Ângelo. Mas olhando bem ele, caído ali, algemado, encapuzado e com uma coleira, já não parecia tanto com um mestre. O pau de Ângelo começava a ficar duro. Na cabeça dele, mil e um castigos e torturas para fazer com ele. Nisso ouviu passos vindo.

- Já voltaram?
- Pois é, achamos que você ia querer a gente de volta aqui. E aí, o que a gente vai fazer com esse viado?
- Primeiro, vocês vão colocar isso. – Deu três capuzes de couro, cobrindo praticamente todo o rosto. – Vistam essas calças também, acho que servem em vocês.

Os três pegaram as calças de couro e foram colocá-las. Ângelo só sabia o nome do chefe deles, Cleber. Os outros dois vieram com ele, e mal abriam a boca. Os três vieram com coturnos, como Ângelo pediu. Quando ele disse qual seria o serviço, Cleber disse que não, não ia fazer isso, não curtia viado. Mas isso foi apenas até ver a cor da grana. A partir desse momento, não só ia fazer como passou a curtir a idéia. Os três eram fortes também, saradões. Ângelo achava que eram michês, mas não tinha certeza. Conhecia Cleber fazia algum tempo, era segurança em uma balada do centro que ele ia sempre. Não foi dificil chegar e propôr o negócio. Alguns minutos depois, os três voltaram, vestidos em suas calças de couro, coturnos e capuzes. Ângelo teve que se segurar para não ficar de pau duro na frente deles. Nisso ouviu alguns gemidos. Era Henrique acordando. Chamou os três para o lado de fora.

- Ele não pode ouvir minha voz. Entrem lá, tirem o capuz dele, deixe que vejam vocês. Não tirem a mordaça dele. Comecem a brincadeira batendo um pouco nele, mas não o machuquem muito. Quero amaciá-lo.

Ângelo se posicionou atrás de alguns pilares, onde conseguia ver sem ser visto. Mesmo à distância, pode ver a cara de surpresa de Henrique quando o capuz foi tirado, e aqueles três caras em couro na frente dele. Os olhos arregalados mostravam o medo dele. Começou a rastejar no chão, tentando se afastar, mas isso não impediu o primeiro chute. Na sequência, um soco certeiro no queixo, seguido de outro no estômago. Henrique deitou no chão, se contorcendo. Na sequência, mais alguns socos e chutes. Henrique ficou caído de costas, imóvel, só esperando a próxima sequência de chutes. Nisso, Ângelo fez um sinal para Cleber, que foi até ele.

- Coloque o capuz de volta nele. Minha vez de brincar.

Cleber voltou e colocou o capuz. Ângelo se aproximou de Henrique. Os chutes e socos deixaram várias marcas roxas e alguns cortes nele. Ângelo ajoelhou-se ao lado, ouvindo os gemidos abafados que vinham debaixo do capuz. Tirou do bolso um pequeno frasco, abriu-o e começou a jogar lentamente nos cortes. Era álcool. Henrique se contorcia freneticamente no chão, os gemidos abafados viraram gritos abafados. O peito subia e descia, respirando ofegante. Ângelo apenas sorria. Em seguida, tirou o canivete do bolso. Lentamente, passou o canivete pelo pescoço de Henrique, descendo lentamente pelo peito. Apertou levemente os mamilos com a ponta da faca. A respiração de Henrique acelerava cada vez mais. A faca foi descendo até a cueca, deixando marcado no corpo a trilha por onde passava. Passou a faca por dentro da cueca, e rasgou-a dos dois lados, deixando-o completamente nu. Henrique começava a tremer no chão. Lentamente, começou a passar a faca na virilha dele, chegando a tirar algumas gotas de sangue em algumas partes. Ângelo podia jurar que ele estava chorando por baixo do capuz. Aquele terror psicológico estava deixando ele louco de tesão. Mas era muito cedo para matar Henrique do coração. Guardou o canivete e falou no ouvido de Cleber:

- Fodam ele. Os três. E sem o capuz, para ele ver o que está acontecendo.

Saiu novamente de perto, indo para as sombras. Cleber tirou o capuz dele. Os olhos de Henrique estavam vermelhos, sua respiração ainda acelerada, seu corpo ainda tremendo. Cleber foi perto dos seus dois comparsas, falou ao ouvido deles também. Em seguida, os dois desamarraram os pés dele, e cada um pegou uma perna, abrindo. O primeiro a meter nele foi Cleber. Não precisava ser gentil nem nada. Não teve dúvida, enfiou o pau, que não era pequeno, de uma vez só, fazendo Henrique tremer mais do que antes. Socou durante alguns minutos, até gozar. Em seguida, trocou de lugar com outro, que fez a mesma coisa. Enquanto um metia, os outros ficavam dando socos nele e falando “É teu fim, cara...”, “Daqui você não escapa, viadinho”, “Tu é nosso escravinho agora, vamo te fuder sem dó, seu merda”. Quando o terceiro terminou de gozar, Cleber viu o sinal de Ângelo para colocar o capuz novamente. Ângelo chegou perto, e dessa vez teve certeza que Henrique chorava debaixo do capuz. Estava encolhido no chão, tremendo sem parar. O corpo agora estava cheio de marcas roxas. Ângelo tirou outro frasco do bolso. Um presentinho que havia ganho de seu antigo mestre, um médico. Molhou o pano com o clorofórmio, levantou um pouco o capuz e segurou o pano na boca de Henrique. Ele tentou resistir, tirar o rosto, mas o corpo não obedecia. Lentamente, a cabeça tombou para o lado, e Henrique foi nocauteado.

- Muito bom. Peguem o filho da puta, tirem essa algema e prenda-o naquele pilar. Vamos deixar ele recuperar um pouco o fôlego.

Os dois comparsas pegaram ele pelos braços e arrastaram o corpo pelo chão de areia até o pilar, algemando-o novamente. Os três sairam, deixando apenas Ângelo olhando para ele. Ajoelhou-se ao lado de Henrique, que ainda estava apagado, e puxou-o pelo capuz.

- Sabe, seu merda... to até começando a gostar dessa história de ser mestre... hahahahaha...

Enquanto Cleber e os outros dois amarravam Henrique novamente no pilar, Ângelo foi até um quartinho no fundo do galpão. De lá, podia vê-los amarrando-o. Ele estava prestes a explodir de tesão. Não imaginava que iria curtir isso o tanto que estava curtindo. Essa vingança mostrava um outro lado de Ângelo, um lado dominador, e ele estava gostando. Já imaginava Cleber e seus dois ajudantes amarrados nos pilares ao lado de Henrique. Fechava os olhos e imaginava os três saradões em couro ao lado de Henrique, todos amordaçados e amarrados. Seu pau pulsava por baixo da calça. Não resistiu, foi até um banheiro no quartinho e aliviou o tesão. Alguns minutos depois, voltava aonde Henrique estava amarrado.

- Quantos minutos fazem que ele apagou?

- Sei lá, uns 15, 20 minutos – disse Cleber.

- Não vai demorar muito para ele acordar então. Pensei em outro castigo pra ele. Soltem ele do pilar.

Os três soltaram Henrique novamente do pilar. Arrancaram a roupa dele e o arrastaram até um tipo de estrado que estava fixado na parede do galpão. Prenderam-no de pé, braços abertos, pernas separadas, cordas passando pelas pernas, peito, biceps. Estava muito bem preso, não iria se soltar dali também. Todos os anos de escravo deram a Ângelo uma excelente noção de nós e cordas. Sabia amarrar muito bem, era praticamente impossível se soltar dali. Ele ainda estava de capuz, não poderia ver quem estava ali caso acordasse. Ângelo voltou até a entrada do galpão, onde havia deixado seu arsenal. Por sorte havia trazido um coturno a mais. Pegou-o e mais alguns acessórios e voltou para Henrique. Ajoelhou-se na frente dele, pegou uma cordão de coturno, e lentamente começou a passá-lo pelo pau de Henrique, até cobri-lo inteiramente, não esquecendo de amarrar as bolas também. Puxou um banquinho pra frente dele, colocou o coturno em cima e amarrou-o ao cadarço no pau de Henrique, que ainda estava imóvel, apagado. Voltou e esperou alguns minutos, queria ele acordado para começar a sessão. Mas Henrique não acordava. Ângelo começou a desconfiar que ele já pudesse estar acordado, apenas fingindo, tentando descobrir quem estava fazendo isso com ele. Foi até o ouvido de Cleber, pediu que ele lhe trouxesse uma lâmina de estilete que estava na mochila. Ele voltou alguns segundos depois com a lâmina na mão. Ângelo a pegou e passou-a levemente pela virilha de Henrique, que se contraiu inteiro.

- “O filho da puta já acordou!! Desgraçado, ia me pegar no flagra assim!!” – pensou.

Ficou tão puto que resolveu repetir o primeiro castigo, havia gostado daquilo. Mas dessa vez não usaria os cortes deixados pelos socos e chutes. Pegou a lâmina, e começou a passá-la lentamente pelos braços dele, deixando pequenos cortes. Repetiu a dose no peito e pernas de Henrique. Agora, ele tinha pequenos vergões por todo o corpo, em alguns um filete de sangue escorria. Quando terminou isso, fez sinal para Cleber, deu-lhe as ordens no ouvido e saiu de cena, indo assistir tudo de sua posição privilegiada. Quando tiraram o capuz de Henrique, estavam os três na frente dele novamente. O primeiro passo foi chutar o banquinho, fazendo com que o coturno caísse com toda a força e puxasse o pau de Henrique. Mesmo com a mordaça, era possível ouvir o grito dele. Como se não bastasse, ficaram balançando ainda mais o coturno, e dando tapas nas bolas de Henrique, já roxas por estarem amarradas e sendo puxadas. Ele já estava chegando ao seu limite, mal sabia que tudo aquilo era apenas o começo. Cleber, que era sempre quem atacava primeiro, os outros apenas o seguiam, chegou perto dele e deu-lhe vários tapas na cara. No fundo, ele também gostava daquilo. Curtia quando saia alguma briga na balada onde trabalhava e podia socar alguns clientes colocando-os pra fora. Quando viu o rosto de Henrique completamente vermelho, parou. Pegou o frasco de álcool do chão, e Henrique estremeceu, agitando a cabeça freneticamente, pedindo para não fazer isso, mas foi em vão. Ele virou o frasco de álcool lentamente pelos braços dele, depois indo para seu peito, e por fim nas pernas. Dessa vez a dor deve ter sido alucinante, por que Henrique não aguentou e começou a chorar. Seu corpo tremia todo, tudo ardia. Cleber chegou perto mais uma vez e socou o rosto dele, seguido pelos outros dois. Não socaram muito, só o suficiente para tirar sangue da boca dele. Em seguida, os três tiraram o pau pra fora, e mijaram em Henrique. Quando terminaram, Cleber pegou-o pelos cabelos e disse no ouvido dele:

- Tá gostando, viadinho? Tu não era o mandão?? Agora tá fudido na nossa mão, carinha... Isso ainda nem é o começo. Vou te ver berrar quando enfiar meu braço inteiro no teu rabo, viado. – soltou os cabelos dele e cuspiu no rosto de Henrique. – Vamo descansa um pouco... deixa esse merdinha aqui pendurado. Quem sabe o pau dele não cai com essa bota ai! – virou-se, e sairam os três rindo.

Do seu canto, Ângelo observava tudo, quase tendo um orgasmo. Já não sabia mais se estava feliz com o castigo de Henrique, se estava com tesão de achar esses três novos mestres ou se poderia encará-los como três novos escravos. Seu lado dominador realmente estava fazendo seu sangue ferver.

- E ai, chefe, o que a gente faz agora?
- Deixem ele ali pendurado mais uns quinze minutos. Quando der o tempo, peguem aquela mangueira ali e joguem água nele. Não quero esse sangue escorrendo por todo o corpo dele. Aí sim vocês podem soltá-lo dali e amarrar braços e pernas. Depois eu entro.

Os três deram os 15 minutos para Henrique. Ele estava acordado, cabeça tombada pra frente, seu rosto com vários hematomas, seu corpo inteiro vermelho por culpa do álcool e sangue que escorreram. Suas bolas já estavam roxas, já começavam a adormecer. De repente, sentiu o jato frio de água batendo no seu corpo. Os micro cortes na sua pele começaram a arder novamente, mas bem menos que com o álcool. Sentiu o jato percorrer todo o seu corpo. Em seguida, os dois começando a soltar seus braços, peito e pernas. Assim que o desamarraram, seu corpo tombou no chão. Era incrível vê-lo naquela situação, ele que sempre fora o dominador, o mestre, e ainda mais com aquele seu corpo enorme, musculoso, agora estava jogado ao chão, seu corpo todo machucado, sem força alguma. Rapidamente, puxaram suas mãos para trás e algemaram, fazendo o mesmo com seus tornozelos, colocando também o capuz em seguida. Ângelo se aproximou assim que terminaram, e mandou-os descansar, deixando-o sozinho com Henrique. Primeiro, ele tirou o cadarço do pau dele. Estava completamente roxo e com as marcas do cordão. Ângelo começou a acaricia-lo levemente. Podia imaginar a sensação de Henrique agora, o pau dele estava hipersensibilizado. Em seguida, tirou a mordaça dele, mas manteve o capuz. Queria ouvir os gemidos dele. Enquanto alisava o pau dele, ele gemia mais e mais. Ângelo só não sabia dizer se era de dor ou de prazer, mas não queria tempo para descobrir isso. Estava com o pau explodindo, e queria matar todo aquele tesão. Botou-o para fora, e imediatamente começou a socá-lo em Henrique. Enquanto fodia com ele, puxava a cabeça dele para trás, falando no ouvido dele, mudando sua voz o máximo que conseguia, deixando-a realmente diferente da voz dele:

- Agora sou eu que te fodo, filho da puta. É bom, né? Eu sei que você tá curtindo, mestre de merda.

Ângelo ia bombando cada vez mais forte, numa mistura de tesão e raiva. De vez em quando parava de bombar e dava alguns socos nas costas de Henrique, muitos tapas na bunda dele. Depois de tudo que ele havia passado, não conseguia esboçar a menor reação, apenas aceitava tudo que estava acontecendo com ele. O tesão de Ângelo não terminava, e ele socava cada vez mais, bombando sem parar. Não queria gozar, queria prolongar aquilo ao máximo. Agora ele se sentia o próprio mestre, e teve certeza que era para aquilo que ele havia nascido, não para ser escravo. Quando estava prestes a gozar, pegou Henrique pelos cabelos que saiam por baixo do capuz, puxando ao máximo, e socando o rosto dele no chão no momento do climax final, caindo em seguida nas costas de Henrique. Na empolgação, não viu que Henrique apagou na última porrada contra o chão. Ficou ali deitado, esperando a respiração voltar ao normal. Alguns minutos depois, levantou-se, foi até onde estavam Cleber e os outros.

- Amarrem ele novamente no pilar. Quando ele acordar, vamos terminar com isso de uma vez por todas. – deu um sorriso – Falta pouco para ele me pagar tudo que fez comigo.

Ângelo estava sentado num canto. Observava Cleber e os outros puxando o corpo desmaiado de Henrique até o pilar. Só mais uma sessão seria suficiente. Henrique com certeza havia aprendido uma lição, embora nunca fosse saber quem havia feito aquilo. Enquanto levantavam-no para prendê-lo, teve uma idéia.

- Ei! Prendam ele ao contrário agora. Peito grudado no pilar.

Sentou-se novamente. Ainda sentia o pau latejando, havia socado muito forte em Henrique. Mesmo assim, queria mais. Não sabia o que estava acontecendo, só sabia que o tesão não parava de maneira alguma. Até onde chegava esse lado dominador dele? Ele estava muito, muito mais sádico, estava amando ver o sofrimento de Henrique. Mas será que ele estava curtindo dominar apenas Henrique, ou iria curtir dominar outros caras também? Isso ele iria testar outra hora. Agora, queria só finalizar sua vingança contra ele. Não deu muito tempo para ele descansar. Levantou-se e foi até onde estavam seus ajudantes, que já haviam prendido Henrique.

- Acorde-o, disse para Cleber. Acorde-o e tire o capuz. Quero que ele veja o que vamos usar nele.

Foi até a saleta e voltou alguns segundos depois. Deu o apetrecho na mão de Cleber.

- Quero que tire o capuz dele, e mostre o que vai acontecer com ele. Depois, coloque o capuz novamente.

Cleber pegou e foi até ele, tirando o capuz. Deu-lhe alguns tapas no rosto, até ele começar a acordar. Assim que abriu os olhos, Henrique viu o seu torturador parado na sua frente, um sorriso sacana no rosto. Numa das mãos, um chicote, que ele batia contra a perna.

- Agora sim você vai sofrer um pouco, viado. – Disse, pegando o capuz novamente e colocando em Henrique, que estava com os olhos arregalados, não acreditando no que acontecia.

Assim que colocou o capuz, Ângelo voltou à cena, pegando o chicote. Henrique estava amarrado no pilar de costas para ele, braços abertos. Seu corpo tremia. Para aumentar o medo, Henrique batia com o chicote no chão. A cada estalo que ele dava, aumentava o pânico de Henrique, que se chacoalhava cada vez mais, só esperando que a próxima chicotada fosse em suas costas. Não demorou muito para isso. Ângelo levantou a mão, e desceu o chicote com toda a força, deixando um vergão enorme nas costas dele. A perna dele dobrou, ficando pendurado no pilar apenas pelos braços. Mais uma, duas, três chicotadas, e a cabeça de Henrique tombou para o lado. Tinha desmaiado.

- Joguem água nele! Quero ele acordado!!

Pegaram a mangueira e jogaram água em Henrique, que acordou novamente, levando de cara mais uma chicotada. Após umas dez chicotadas, Ângelo parou. Henrique estava destruído, vergões enormes nas costas. Mas não iria parar por ai. Faltava o toque final. Foi no ouvido de Cleber, e cochichou novamente. Os três foram e desamarraram ele, deitando-o de bruço numa mesa, amarrando seus pés e mãos aos pés da mesa. Cleber tirou o capuz dele novamente. Estava semi acordado. Mais uma chicotada e ele desmaiaria novamente. Mas agora não era o chicote. Cleber parou na frente dele.

- E ai, tá curtindo, né? To sabendo que tu gosta, viado. Mas agora é que você vai curtir pra valer. – Levou a mão até a frente do rosto de Henrique. – Tá vendo o tamanho disso? Vai entrar no teu rabo já já, viado.

Colocou novamente o capuz nele. Henrique não reagia mais, apenas aceitava o que iria acontecer. Sentiu um par de dedos gelados e lambuzados entrando no seu rabo. Sentia os dedos se mexendo sem parar, lubrificando tudo pelo caminho.

Assim que acabou, olhou para Ângelo, que estava voltando do quarto. Chamou Cléber para perto.

- Agora é comigo. O trabalho de vocês terminou, e foi muito bom. Vou apenas acabar com esse cara, aí a gente vai embora. Deixei três garrafas de cerveja para vocês lá, aproveitem enquanto eu acabo aqui.

Cleber fez sinal para os outros dois, e os três foram para o quartinho, deixando Ângelo com Henrique. Ele colocava sua luva de couro enquanto olhava para aquele rabão delicioso virado para cima, preso, sem poder reagir. Queria enfiar o braço todo ali dentro! Deu um tapa na bunda de Henrique, que se mexeu na mesa. “Está acordado. Perfeito!!!”. Em seguida, começou a alisar a bunda de Henrique. Era realmente muito boa, forte, redonda, branquinha. Aos poucos, os dedos começaram a escorregar para dentro do rabo de Henrique. Primeiro um, dois, tres, quatro, e finalmente, os cinco dedos no rabo, tentando abrir caminho. Henrique se debatia violentamente, tentava sem sucesso escapar dali. Ângelo jogava cada vez mais e mais lubrificante, até que conseguiu colocar a mão inteira no rabo dele. Agora era fácil. Aos poucos, foi introduzindo mais e mais. Estava com o punho fechado, e mesmo assim conseguiu colocar metade do seu antebraço. O corpo de Henrique tremia por completo, como se ele estivesse tendo um ataque. Aos poucos, começou a mexer o braço, entrando e saindo. Não conseguia acreditar que estava ali fistando ele. Continuou o movimento, até que a cabeça de Henrique tombou na mesa. Não havia aguentado aquilo, desmaiou.

Ângelo tirou o capuz dele, e agora estava cara a cara com Henrique. Podia ver cada marca roxa, cada hematoma no rosto dele, o sangue que havia escorrido pelo canto da boca.

- Aprendeu agora, filho da puta?? Aprendeu a não sacanear mais ninguém??? Você não é o bonzão, filho da puta!! – disse, antes de erguer o punho fechado e descer no rosto de Henrique, dando o último soco nele.

Ângelo caiu no chão ao lado da mesa, rindo. Tinha conseguido dar o troco em Henrique, e dado da melhor forma possível. Acabou com aquele homenzão, quebrou-o física e mentalmente. Ficou só imaginando a cara dele, saindo na rua e olhando para os lados, sem saber quem o havia atacado, nem se seria atacado novamente. Aquilo era o maior prêmio de todos!

Quando se levantou, desamarrou os braços e pés de Henrique da mesa. Precisava tirá-lo dali. Enquanto ele ainda estava desmaiado, amarrou-o novamente, passando a corda pelos pés, coxas, mãos para trás, braços juntos do corpo. Manteve a mordaça e o capuz, afinal, não queria que Henrique descobrisse quem foi que fez aquilo! Deixou-o embrulhadinho para presente em cima da mesa, completamente nu. A mochila com as roupas e apetrechos dele iria guardar para ele, como lembrança. Assim que terminou, foi até o quarto dos fundos. Ao abrir a porta, a cena que ele já esperava: os três tombados, um para cada lado. A mistura de calmantes nas garrafas fez efeito mais rápido do que ele imaginava! Ficou observando-os, os três usando calças de couro, botas e luvas. Eram os escravos perfeitos para Ângelo iniciar o seu harém. Arrastou um por um até os pilares no meio do galpão, e algemou-os com as mãos para trás, amordaçando-os também. Esperava que desse tempo de devolver Henrique e voltar antes que eles acordassem. Chegou perto da mesa, puxou-o para perto e jogou-o sobre o ombro, colocando-o em seguida no porta malas. A casa de Henrique era perto, apenas 20 minutos dali. Ele morava sozinho, então não haveria problemas. Entrou com o carro na garagem, tirou-o do porta malas e levou até o quarto.

Por garantia, enfiou um pano com clorofórmio por baixo do capuz antes de tirá-lo, mas não era preciso. Henrique continuava apagado. Desamarrou-o, tirou a mordaça e capuz, e deixou-o na cama. Antes, escreveu com o sangue de Henrique na parede, “Agora você que é o escravo. Toma tua linha ou volto aqui!”.


Uma semana depois, ainda não havia visto Henrique. Sabia que ele tinha pedido uma licença médica no escritório, e não havia aparecido na academia também. Tinha certeza também que ele não havia dado queixa à polícia, não teria coragem de passar por essa vergonha. Naquele dia, Ângelo passava de bicicleta na frente da casa de Henrique quando viu a cena. Ele, olhando por uma fresta da cortina, observando o que acontecia do lado de fora. Ângelo não sabia se era medo de ser visto, medo de outro ataque, medo que tudo acontecesse novamente. A única coisa que sabia era que Henrique havia ficado com muito, muito medo. Ele havia conseguido sua vingança, havia quebrado o mestre. Com um sorriso no rosto, voltou a pedalar sua bicicleta. Precisava voltar para sua casa e pegar seu carro, já que não podia levar a água e a comida para o galpão de bicicleta. Lá, os três ainda estavam amarrados, sofrendo cada dia mais e mais com o dominador, que cada vez mais e mais se empolgava e pegava gosto pela coisa. Um deles até estava demonstrando gosto pela coisa, Ângelo já conseguia perceber que os gemidos dele não eram tanto de dor e mais de prazer. Talvez daqui a um mês soltasse eles, mas nunca se sabe...

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