A Fraternidade


Tinha sido uma semana difícil, mas Marcos tinha conseguido agüentar até sexta e estava confiante na sua aceitação. Eram precisos alguns esforços para entrar na fraternidade mais badalada do campus. Somente os caras mais populares entravam naquela fraternidade, que era conhecida por ter as melhores e mais divertidas festas entre todas as universidades do país.

Mas o motivo principal para Marcos querer juntar-se aquela fraternidade era a preponderância de caras gostosos que pertenciam a ela. Seria isso coincidência? Marcos com certeza encaixava-se perfeitamente no tipo: alto, cabelos negros, pele bronzeada, corpo atlético, o típico universitário/esportista.

Claro que ele ainda tinha que passar pela "Noite do Inferno", o teste final e mais difícil para ser aceito. Mas Marcos era durão e havia passado bem por aquela semana de humilhações, intimidações e embaraços. Ele estava determinado a entrar naquela fraternidade e descobrir o que rolava naquele lugar cheio de caras gostosas.

"Hei Marcos, você vai se atrasar", uma voz gritou atrás dele enquanto atravessava o campus. Ele virou-se e viu Chris. Cada calouro tinha um veterano responsável, e Chris era o dele. Era estranho que fora do campus poder-se-ia dizer que Chris era um cara legal, e Marcos até sentia uma ligação de irmãos entre ambos, a despeito de todas as coisas que Chris o havia obrigado a fazer durante aquela semana.

"Sim senhor", Marcos respondeu de acordo com as normas de iniciação. "Vou me apressar”.

"Muito bem", disse Chris, "Não queremos perder essa noite especial. Daremos muitas risadas", e deu um sorriso diabólico que fez Marcos ficar apreensivo.

"Sim, com certeza" Marcos respondeu. Ele estava tão atraído pela beleza de Chris, que faria qualquer coisa que o veterano ordenasse.

Naquela noite (exatamente na hora marcada), Marcos e outros calouros estavam em frente à casa da fraternidade prontos para o teste final. Após serem orientados a obedecer rigorosamente todas as ordens que receberiam naquela noite, foram conduzidos para o porão da fraternidade.

"Ok rapazes" Chris pronunciou, "Chegou à hora de separar o joio do trigo. Hoje descobriremos quem são os verdadeiros homens que farão parte de nossa família." Chris era um líder nato, e gostava de ter atenção, por isso gastou minutos mais explicando as regras daquela noite. Estava claro que para fazer parte daquela fraternidade, Marcos tinha que ser durão e seguir ordens. Ele estava pronto.

Os calouros foram orientados a fazer duas filas, ficando uma de frente para a outra (a mais ou menos um metro de distância) colocando as mãos nas cabeças como se estivessem numa batida policial. Chris continuou "As regras são muito simples: não importa o que aconteça, ou os quão cansados vocês estejam em nenhuma hipótese vocês devem tirar suas mãos de onde elas estão sem autorização. Está claro?" Em perfeita obediência os calouros responderam em uníssono: "Sim senhor". "Eu não consigo ouví-los", Chris retrucou, "Sim senhor", os calouros gritaram em resposta. Chris continuou com essa cena típica de filme militar até quase deixar os calouros exaustos. Marcos revirou os olhos em reação a esse joguinho infantil.

"Marcos, tem algo a dizer?" Chris disparou contra ele, obviamente tendo pegado sua expressão de desaprovação. Marcos tremeu, e percebeu que deveria tomar mais cuidado. Chris chegou bem perto dele e repetiu a pergunta. "Não senhor", Marcos respondeu o mais firmemente que pode, com uma mistura de medo e excitação por aquele veterano gostoso que ele admirava há algumas semanas. "Bom, então guarde suas expressões para você mesmo entendeu?" "Sim senhor", Marcos concordou com um tom de medo na voz. Ele jura ter visto um ligeiro sorriso no rosto de Chris antes que ele se virasse. Aparentemente o veterano estava adorando mantê-lo firmemente sob controle, e francamente, Marcos estava adorando ser controlado.

"Quer saber, eu acho que esses calouros estão com calor", disse Mateus um outro veterano extremamente gostoso. O ponto é que fazia uma noite ligeiramente fria.

"Isso mesmo, eles devem tirar as camisetas" disse um outro veterano. E rapidamente os veteranos estavam em frente aos calouros removendo suas camisetas. Obviamente foi Chris quem se encarregou de tirar a camiseta de Marcos, e durante o processo passou propositalmente os dedos pelo estômago do calouro que teve um espasmo de cócegas e deixou escapar um "uuuu" seguido de um sorriso. Chris parou por um momento olhando o rosto de Marcos e deu um sorriso malicioso.

O coração de Marcos disparou quando ele percebeu que Chris havia descoberto uma de suas fraquezas: ele era extremamente coceguento. E Chris não iria deixar essa descoberta passar em branco. Depois de tirar a camiseta de Marcos, ele deixou seus dedos escorregarem novamente pela barriga do calouro provocando a mesma reação novamente. Chris sabia que tinha pegado Marcos e iria aproveitar a ocasião plenamente.

Mas o coração de Marcos não estava disparado somente porque Chris havia descoberto que ele sentia cócegas. Ele sabia que Chris não fazia a menor idéia do quão sexy o fato de ser torturado com cócegas era para ele. Para Marcos, sua fantasia erótica mais sexy. Marcos preocupava-se se alguém havia notado a ereção que tinha se formado na sua calça jeans por causa das pequeninas cócegas que Chris lhe fizera.

Ele tentou concentrar-se em outra coisa e pegou-se olhando os demais calouros somente de jeans e com as mãos na cabeça. Percebeu que todos os calouros eram muito bonitos e com um corpo em forma. Ele sabia que isso não era por acaso.

Então começaram às duas horas das torturas mais bizarras que Marcos já havia visto. Os veteranos usavam várias técnicas para quebrar a resistência dos calouros e fazê-los abaixar os braços. Os torsos nus foram expostos a: cubos de gelo, chamas de velas bem próximas, jatos alternados de água quente e fria, pregadores nos mamilos, pesos pendurados nos braços e muitas outras torturas cruéis e esquisitas, mas sem causar nenhum dano aos calouros.

Entre uma tortura e outra, cerveja era despejada na boca dos calouros e eles eram obrigados a rodar, obviamente para aumentar o desequilíbrio dos calouros. A boa forma de Marcos, aliada ao fato de que estava acostumado a beber cerveja, ajudou-o a manter firme. Olhando ao redor ele notou que após algumas horas, só restavam três calouros (incluindo ele mesmo). Marcos estava contente por ter agüentado até aquele momento, mas não sabia quanto tempo mais conseguiria suportar.

"Muito bem homens", era Chris em seu ar filosófico, "e eu digo homens no sentido literal da palavra, pois vocês agüentaram firmes e mostraram aos outros calouros do que são feitos verdadeiros homens". Era isso, Marcos presumiu. Eles haviam conseguido e poderiam finalmente abaixar seus doloridos braços. Chris caminhou e parou em frente a Marcos "Sim, você parece ser o cara mais durão que já apareceu em uma iniciação por aqui". E enquanto falava, ele colocava as mãos nas laterais do corpo de Marcos. Marcos engoliu em seco e perguntou-se o que Chris tinha em mente. Ele continuou falando sobre caras durões e de vez em quando dançava os dedos nas axilas de Marcos. Marcos tentou ficar calmo, mas instintivamente, a cada toque em sua axila ele dava um pulo. Esperava que os outros rapazes não estivessem notando isso.

"Humm, parece que o Marcos é um ser extremamente coceguento Chris" disse um dos veteranos. Marcos abriu a boca em choque pelo comentário, não acreditando no que estava acontecendo. Ele sabia o quão coceguento ele era e que uma tortura dessas não seria capaz de agüentar por muito tempo. Tinha ido tão longe e não queria ser desclassificado agora.

"Sim, eu acho que você está certo", Chris respondeu deslizando seu dedo pela barriga de Marcos. "Qual o problema Marcos, você sente cócegas?" e começou a dançar os dedos pela barriga dele fazendo com que caísse na gargalhada, confirmando suas suspeitas. "Cheque os outros". Chris ordenou aos demais veteranos enquanto atacava as laterais de Marcos. Os outros calouros começaram a ser torturados com cócegas. Marcos estava chocado com o que via. Seu pior pesadelo e sua maior tara estava ganhando vida. Ele quase não notou que não era o único sensível a cócegas ali naquele lugar. O quarto estava cheio das gargalhadas dele e dos outros dois calouros sendo cruelmente torturados com cócegas.

Nenhum dos calouros podia agüentar muito daquela tortura e logo estavam implorando para que os veteranos parassem. Mas isso não adiantou, pois os veteranos pareciam realmente gostar muito daquilo, especialmente Chris.Marcos estava morrendo de tanto rir, tentando evitar sem sucesso os dedos de Chris. Ele queria desesperadamente abaixar seus braços e proteger seu corpo das mãos e cócegas de Chris. Finalmente Marcos não pode mais agüentar e abaixou os braços segurando firmemente as mãos de Chris colocando um fim em sua tortura.

Marcos estava cheio de emoções: excitado por ser submetido à sua fantasia sexual favorita, desapontado por ter falhado no teste e abaixado os braços e embaraçado por estar tendo uma enorme ereção, que podia ser vista claramente pelo volume do seu pênis dentro da sua calça jeans. Chris estava rindo de satisfação pela tortura que tinha feito. Marcos notou que o veterano também apresentava uma ereção dentro de sua calça jeans.

"Lamento rapazes, mas vocês falharam no teste" disse Chris com um sorriso no rosto. Os outros dois calouros também não tinham conseguido resistir a essa tortura. A expressão de desapontamento no rosto dos três calouros era evidente. Parecia que tinham perdido um irmão. "Eu estou brincando" disse Chris rapidamente ao ver a expressão no rosto deles. "Na verdade, vocês têm somente mais um teste e então estarão aprovados".

"Mais um?" pensou Marcos. O que mais aqueles veteranos poderiam querer. Ele sentiu um calafrio ao imaginar o que aqueles veteranos sádicos tinham em mente. Mas o que eles realmente tinham em mente, Marcos jamais esperara. Primeiro os veteranos ofereceram que eles tomassem um banho, comessem algo e descansassem o que eles concordaram imediatamente uma vez que estavam exaustos. Assim que saíram do banho, os três calouros descobriram que suas roupas haviam sumido. No lugar encontraram somente três roupões (daqueles abertos na frente que se usa logo após o banho). Ao colocar seu roupão, Marcos pensou que talvez na verdade não existisse mais nenhum teste. Chris talvez tivesse dito aquilo somente para deixá-los nervosos. Com certeza o banho e o roupão eram uma preparação para anunciar que os três calouros agora eram membros daquela fraternidade.

O teste

Depois de um pequeno cochilo, os três calouros receberam ordens de voltar ao porão. Ao entrarem no porão, eles viram três trampolins no centro do local, presos ao teto por cordas. Marcos ficou imaginando que não havia muito espaço ali para se fazer saltos. Ele também notou que os veteranos tinham trocado de roupas, usando agora shorts e camisetas. Alguns inclusive haviam tirado os tênis e meias estando descalços. Marcos tinha tara por pés e a simples visão daqueles caras descalços o deixou excitado. Se aqueles veteranos soubessem o quanto ele curtia pés...

"Ok rapazes", Chris começou "esse é o teste que vai nos dizer o quanto vocês realmente querem entrar em nossa fraternidade" "Nós somos um grupo extremamente unido e esperamos que o que vai acontecer aqui esta noite fique somente entre nós. A capacidade de vocês de manter esse segredo é indispensável para sua aceitação. Temos que estar tranqüilos que mesmo que a situação fique difícil ou estanha, vocês manterão suas bocas fechadas. Ok irmãos, ao ataque". Ao ouvirem isso, os demais veteranos rapidamente agarram os calouros e arrancaram seus roupões deixando-os completamente pelados. Na seqüência, colocaram cada um sobre um trampolim. Os calouros confusos e um pouco assustados com aquele ataque, começar a lutar e espernear, mas não tiveram sucesso algum, uma vez que cada calouro estava sendo segurado por cinco veteranos.

Antes que os calouros soubessem o que os havia atingido, já estavam amarrados aos trampolins pelas mãos e os pés, sendo que as mãos estavam presas sob suas cabeças. Marcos olhou para os lados e viu que os outros dois calouros tinham expressão de medo em suas faces. Também notou que aqueles dois calouros restantes eram sem dúvida extremamente gostosos e bonitos. Fábio era loiro, alto, olhos azuis, corpo extremamente definido. Beto era o típico italiano: rosto de deus grego, cabelos escuros e corpo bem definido também. Sua pequena inspeção nos outros dois calouros foi interrompida pela voz de Chris:

"Este teste, o teste final que vocês têm que fazer é bem simples. Um veterano vai lhes dizer uma palavra no ouvido. A missão de vocês é não revelar essa palavra pelos próximos trinta minutos. Simples não?" Os três calouros concordaram com expressões nervosas, imaginando qual era o truque. "Claro que nós faremos de tudo para que vocês contem essa palavra. Agora a pouco nós descobrimos uma fraqueza de vocês. Irmãos veteranos, seus dedos estão prontos para fazerem cócegas?" Quando os veteranos deram uma risada e fizeram que sim com a cabeça, a mente de Marcos começou a girar. Santo deus! Poderia aquilo realmente estar acontecendo? Cinco veteranos ao lado de cada calouro com suas mãos prontas para atacar seus indefesos corpos.

Marcos olhou para Fábio e Beto, o medo estava expresso no rosto de cada um.A última coisa que ele ouviu foi Chris dizer "Atacar", e vários dedos começaram a percorrer todo o corpo dele torturando-o com cócegas. Em segundos o quarto estava cheio de gargalhadas dos três calouros que enfrentavam a mais intensa tortura com cócegas da vida deles. Marcos se contorcia e ria enquanto 50 dedos não deixavam escapar um único ponto do seu corpo.

Em pouco tempo os três calouros estavam implorando para que seus torturadores parassem, mas eles não tiveram um minuto de trégua. Marcos ficou surpreso ao ver que apenas cinco minutos depois ouviu Fábio dizer sua palavra: "Tio". Gargalhando ele olhou para o lado e pôde ver que Fábio parecia ter sido atropelado por um caminhão e que não agüentava mais nada. Os veteranos desamarram Fábio e o levaram para cima. Para desespero de Marcos ele viu que os veteranos que estavam com Fábio dividiram-se: três juntaram-se ao grupo que torturava Beto e dois ao grupo que o torturava. Passaram-se mais cinco minutos de muita agonia, em que os calouros estavam ficando quase roucos de tanto rir. Marcos mal conseguia respirar e lágrimas corriam-lhe pela face de tanto rir e os veteranos não davam trégua alguma. Foi então que Marcos ouviu Beto dizer sua palavra quase que num sussurro. E então Marcos tinha quinze veteranos em cima dele torturando-o sem parar Eles riam sadicamente da tortura que aplicavam à sua vítima. A risada de Marcos era quase impossível de se escutar agora de tanto que ele ria. Sua cabeça girava e ele parecia delirar enquanto mais de cem dedos faziam cócegas em cada parte do seu corpo: pés, axilas, pescoço, anus, pernas, costelas, barriga, etc.

"Uau, ele deve estar no limite. Sem chance de ele agüentar tantos caras torturando-o ao mesmo tempo", Matt provocou. Este era o desafio que Marcos precisava para mostrar àqueles veteranos que ele era durão o suficiente para agüentar qualquer coisa. Também é verdade que seus torturadores aumentaram as cócegas para provar que ele desistiria assim como os outros. Marcos lembrou-se de uma experiência que teve quando estava no colégio e seus dois melhores amigos o seguraram no chão e fizeram cócegas. Aquilo parecia agora brincadeira de crianças comparado com o que ele estava sofrendo nas mãos daqueles veteranos.

Marcos começava a frustrar e aborrecer os veteranos, acostumado com caras que pediam clemência bem cedo. Na verdade, na história da fraternidade até hoje ninguém havia suportado mais que vinte minutos de cócegas. Marcos era o primeiro. Chris resolveu incrementar a tortura. "Vamos ver o quão durão ele realmente é", disse Chris retirando seu pé do chão e colocando-o sobre o rosto de Marcos, obrigando o calouro a cheirar e até mesmo sentir o gosto da sola do seu pé. Marcos ficou chocado e surpreso com esse fato, mas a verdade é que ser forçado a lamber o pé de outro cara também era uma de suas fantasias.

Outros veteranos também colocaram seus pés descalços sobre o rosto de Marcos, e logo ele estava com pés descalços sobre seu corpo da cabeça aos pés. Isso só aumentou as sensações de Marcos, e ao contrário do que os veteranos esperavam, vez com que ele tivesse mais determinação em não desistir. A combinação de cócegas e pés sendo esfregados em seu rosto, sendo forçados em sua boca aberta pelas risadas era uma das mais excitantes fantasias de Marcos.

Obviamente que seu pau duro como um mastro não passou despercebido dos veteranos. Alguns pés começaram a brincar com o pau de Marcos, levando-o a um novo nível de tesão. Todas essas sensações, combinadas com as cócegas, estavam levando Marcos perto do clímax, e quando um veterano começou a fazer cócegas nas suas bolas ele não pode mais segurar e explodiu num orgasmo enorme, espalhando porra por todos os lados. Os veteranos ficaram impressionados com a cena que viram e todos concordaram que Marcos tinha levado aquela iniciação a um novo nível.

Enquanto eles desamarravam Marcos e permitiam que ele recuperasse o fôlego, os veteranos deram os parabéns ao calouro dizendo que ele havia conseguido algo que ninguém até hoje havia conseguido: derrotar os veteranos, na medida em que Marcos nunca disse a palavra de misericórdia.

"Bem vindo à nossa família Marcos", disse Chris enquanto o calouro levantava-se. Marcos foi conduzido até o andar superior para que pudesse tomar um banho e recuperar-se da iniciação. Enquanto fechava a porta do banheiro, Marcos pode ouvir os rapazes comentando: "Vocês viram como esse cara é durão?", disse um dos veteranos. Um outro disse: "Nunca vi nada igual. Eu acho que deveríamos fazer Marcos nosso mascote de cócegas e amarrá-lo e torurá-lo com cócegas pelo menos uma vez por semana. Todos riram e saíram do quarto.


O final

Enquanto colocava sua sunga para a viagem a praia com os veteranos, Marcos pensava em como sua vida havia mudado desde que se juntara àquela fraternidade. Para quem os via de fora, eles não passavam de caras bonitos que sabiam se divertir. Nada poderia estar mais longe da verdade. Aqueles veteranos eram maníacos por torturas com cócegas.

A atividade favorita dos veteranos parecia ser torturar Marcos e os dois outros calouros que haviam entrado junto com ele sempre que tinham a chance. Os veteranos adoravam ver suas vítimas rindo, se contorcendo e implorando para que as torturas parassem. Fábio e Beto eram tão coceguentos, que não demorava muito até que eles concordassem com qualquer coisa que os veteranos quisessem.

Mas com Marcos a história era outra. Ele sorriu enquanto colocava a camiseta regata, sobre como ele havia frustrado aqueles veteranos. Não que ele não fosse coceguento, muito pelo contrário, muito provavelmente ele era o mais coceguento dos três, rindo histericamente e contorcendo-se quase que imediatamente quando seu corpo era tocado. Mas o que tornava Marcos diferente era que ele não pedia clemência facilmente. Na verdade Marcos achava extremamente excitante ser amarrado e torturado com cócegas por um bando de caras. Ser torturado até o ponto de pedir água era sua maior fantasia e também seu pior pesadelo ao mesmo tempo.

Consequentemente, os veteranos tinham feito disso uma meta pessoal, quebrar a resistência de Marcos. E eles nunca perdiam uma chance de amarrá-lo e torturá-lo sem misericórdia. Chris, que era colega de quarto de Marcos, não perdia a chance de torturá-lo todas as manhãs.

Enquanto pensava nos fatos recentes olhando pela janela, vestido de camiseta regata, sunga e tênis sem meia, Marcos sentiu dedos sendo pressionados contra suas costelas. Ele soltou uma risada e pulou de lado protegendo seu corpo, virou-se e viu Chris. "Vamos cara, estamos atrasados". Marcos sorriu, pegou sua mochila e seguiu Chris.

Havia três Jipes esperando por eles. Os três calouros foram colocados um em cada Jipe, propositalmente. Marcos sentou no banco de trás entre Chris e Fernando. A despeito do fetiche, aqueles veteranos eram caras legais e sabiam se divertir. Uma vez por ano eles iam para a casa da praia dos pais de Fernando. Marcos havia esperado muito por aquela viagem, pois a vida na faculdade não era fácil, e aquele seria um momento para relaxar e se divertir.

Assim que os três Jipes partiram, um atrás do outro, Marcos pensou que os veteranos bem que podiam ter retirado às capotas deles. Estava um calor infernal, e ficar num Jipe com a capota erguida num dia de calor era algo terrível. Além do mais ele estava ficando todo suado, sentado no banco de trás com mais dois caras. Quando ele reclamou do calor Chris respondeu: "Pelo amor de deus, se você está com calor tire a camiseta". Após alguns minutos de silêncio e mais um pouco de transpiração, Marcos resolveu seguir o conselho de Chris. Quando ele puxou a camiseta e levantou os braços para retirá-la, sentiu alguém segurar seus pulsos.

"Que merda é essa?", Marcos disse, confuso com o que estava acontecendo e sem saber o que os veteranos tinham em mente. Chris e Fernando seguravam cada um de seus pulsos, o que o impedia de abaixá-los novamente. Tão pouco ele conseguia lutar com os dois ao mesmo tempo para se libertar. Para aumentar sua confusão, a camiseta permanecia sobre sua cabeça, impedindo-o de ver qualquer coisa. Marcos começou a se desesperar e se contorcia no banco tentando livrar-se de Chris e Fernando. De repente alguém segurou seus tornozelos.

Foi então que Marcos percebeu que não eram mais Chris e Fernando que seguravam seus pulsos. Na verdade eles estavam algemados na barra do teto do Jipe. "Merda!" ele deixou escapar, enquanto seu desespero aumentava e ele lutava com as pernas tentando impedir que os veteranos prendessem seus pés. Mas o grupo estava em maior número e finalmente eles conseguiram algemar seus tornozelos em algum lugar na frente do Jipe, de modo que suas pernas ficaram esticadas e entre os dois bancos da frente. "Ok caras, agora chega, me soltem", Marcos disse.

"Nem em sonho" Chris respondeu enquanto retirava a camiseta da cabeça de Marcos permitindo que ele enxergasse novamente. "Nós temos umas duas horas de estrada ainda, e decidimos tornar essa viagem mais interessante". Marcos olhou para os quatro veteranos à sua volta e viu a expressão no rosto deles e não teve dúvidas do que eles tinham em mente. Olhando para sua própria sunga, Marcos viu uma ereção já se formando.

Chris colocou seus dedos nas costelas de Marcos, que mordeu os lábios na tentativa de evitar rir. Mas então Fernando começou a brincar com os pelos de sua axila. Marcos tentou ignorar as sensações que começava a sentir segurando a respiração e fechando os olhos. Mas não demorou mais que alguns segundos para que Marcos começasse a se contorcer e desabar em gargalhadas. Era tudo que os veteranos queriam. Chris e Fernando começaram a atacar com todos os dedos e sem misericórdia as costelas e axilas de Marcos. Ele ria em agonia e se contorcia no banco tanto quanto seus pulsos e tornozelos presos permitiam. O ataque era em sua barriga, braços, costelas, axilas, pescoço, onde quer que os dois veteranos ao seu lado encontrassem um lugar.

Marcos chorava de tanto rir, e sua risada ecoava dentro do Jipe. Enquanto isso, Roberto que estava no banco da frente ao lado do motorista desamarrou os tênis de Marcos e retirou um a um expondo os pés descalços do calouro. Marcos, a despeito das cócegas que sofria e de rir incontrolavelmente, percebeu o que Roberto fazia e tentou desesperadamente soltar seus pés, mas eles estavam bem presos entre os dois bancos da frente.

Marcos riu ainda mais alto quando Roberto começou a dançar os dedos na sola do seu pé direito. Felipe, que estava dirigindo, não queria ficar de fora da festa e com sua mão direita fazia cócegas no pé esquerdo que estava convenientemente amarrado ali bem perto dele. Lágrimas corriam pelo rosto de Marcos e após um tempo entre uma risada e outra, ele estava implorando para que os veteranos parassem. Mas aquela era uma viagem de duas horas e eles não tinham intenção nenhuma de acabar com a diversão deles. Eventualmente quando eles se cansavam, eles davam um tempo para que Marcos recuperasse o fôlego. Marcos percebeu agora porque a capota estava erguida: ele estava praticamente sem roupa (somente de sunga) com os pulsos e os tornozelos algemados. A verdade é que agora ele não importava-se muito, pois tinha que se preocupar com as cócegas, mas ele tinha que admitir que no íntimo achava a situação em que se encontrava extremamente sexy.

Durante os breves momentos de pausa, Marcos olhou para trás e pode ver nos outros dois Jipes, dois pares de mão acima da capota. Claro que Fábio e Beto estavam recebendo o mesmo tratamento que ele. Marcos sentiu pena dos outros dois calouros. Eles não tinham a mesma resistência que ele, e agüentar duas horas de cócegas era uma tortura e tanto para aqueles dois.

Marcos chegou à casa da praia rouco de tanto rir e ensopado de suor. Os veteranos soltaram seus pulsos e tornozelos e ele pode descer do Jipe. Olhou para Fábio e Beto, os dois calouros mal conseguiam ficar de pé. Marcos entrou na casa e foi direto tomar um banho para relaxar. Enquanto a água quente caia sobre sua cabeça ele ficou imaginado o que aqueles veteranos teriam planejado para eles, pois afinal, teriam uma semana inteira para colocar seus mais loucos planos em prática. Ele tremeu só de pensar.

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